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24 de junho de 2025Inquilino pode ser síndico? Essa dúvida é muito comum e pode gerar discussões entre moradores e administradores de condomínios. O papel do síndico é fundamental na gestão dos imóveis. Portanto, entender se um inquilino pode assumir essa função é importante para manter a legalidade e a boa convivência.
Neste artigo, vamos aprofundar o tema, analisando o que a lei prevê, como a convenção de cada condomínio pode influenciar, os prós e contras de ter um inquilino nessa posição e de que forma a administradora pode apoiar essa gestão.
O que diz a lei sobre inquilino ser síndico?

O Código Civil Brasileiro, em seu artigo 1.347, estabelece que o síndico deve ser escolhido entre os condôminos, preferencialmente em assembleia, e deve cumprir funções administrativas e representativas do condomínio.
Mas o que significa “condômino” nesse contexto? Condômino é quem possui a propriedade ou a posse do imóvel no condomínio, geralmente o proprietário. A dúvida surge porque o inquilino detém a posse temporária, mas não é o proprietário.
Inquilino é considerado condômino?
Legalmente, o inquilino não é condômino, pois não é proprietário do imóvel. Isso significa que o inquilino, em tese, não teria direito automático a cargos que dependem da condição de condômino, como o de síndico.
Porém, a legislação não proíbe explicitamente que um inquilino seja eleito síndico, desde que a convenção do condomínio não estabeleça restrições.
O que diz a convenção de condomínio sobre isso?
A convenção é o documento que estabelece as regras internas de cada condomínio. Muitos determinam que apenas proprietários podem assumir o cargo, enquanto outros permitem que o inquilino seja síndico, desde que tenha aprovação em assembleia e, em alguns casos, autorização expressa do dono do imóvel. Portanto, antes de qualquer decisão, é indispensável verificar o que está escrito na convenção.
Quais são as vantagens de um inquilino ser síndico?
Apesar de ser comum que o proprietário seja síndico, há vantagens em ter um inquilino nessa função. Saiba quais são elas!
Presença ativa no dia a dia do condomínio
Por residir no próprio prédio, o inquilino tem contato constante com as áreas comuns, prestadores de serviço e demais moradores. Isso possibilita:
- Detecção rápida de falhas ou reparos necessários;
- Acompanhamento próximo de obras e manutenções;
- Resposta imediata em situações de emergência.
Maior interesse na qualidade de vida coletiva
Como usuário direto dos espaços compartilhados, o inquilino valoriza a limpeza, a segurança e o bom convívio. Seu engajamento se reflete em:
- Propostas de melhorias alinhadas às necessidades reais dos moradores;
- Busca por soluções que beneficiem a rotina de todos;
- Ambiente mais agradável e colaborativo.
Imparcialidade nas decisões condominiais
Por não possuir vínculo patrimonial com o imóvel, o inquilino pode assumir posicionamentos neutros em disputas que envolvam valorizações ou questões financeiras do condomínio. Isso gera:
- Votação e mediação de conflitos sem interesses pessoais;
- Aprovação de projetos de forma mais equilibrada;
- Atmosfera de confiança entre condôminos.
Agilidade na comunicação e na gestão
A proximidade física e a familiaridade com a rotina do condomínio tornam o inquilino síndico:
- Mais presente no dia a dia do condomínio;
- Ponto de contato rápido para moradores e administradora;
- Facilita a comunicação e resolve pequenas demandas sem precisar de tantos intermediários.
Quais são os desafios de ter um inquilino como síndico?

A ideia de que inquilino pode ser síndico pode gerar alguns problemas, como resistência de alguns moradores em aceitar a autoridade de um inquilino, menor engajamento na função, já que ele pode deixar o condomínio a qualquer momento, e ambiente de desconfiança, caso os condôminos sintam falta de legitimidade. A seguir, destacamos outros pontos de atenção ao eleger um inquilino para a função.
Limitações legais e contratuais
Um dos primeiros obstáculos está relacionado ao fato de o inquilino não ser o proprietário do imóvel. Isso pode gerar entraves em decisões mais complexas, como:
- Aprovação de obras estruturais;
- Participação em processos judiciais envolvendo a unidade;
- Representação em assembleias que exijam posicionamento patrimonial.
Além disso, a ausência de vínculo direto com a propriedade pode limitar sua atuação em pautas que envolvem aumento de cotas condominiais ou investimento em benfeitorias.
Dependência da autorização do proprietário
Mesmo que o inquilino possa ser síndico, é comum que ele dependa da autorização ou, ao menos, do consentimento do proprietário para desempenhar determinadas funções com legitimidade. Em alguns casos, isso pode gerar:
- Conflitos entre o síndico e o dono da unidade;
- Situações de insegurança sobre decisões tomadas;
- Dificuldade de representar a unidade em determinadas votações.
Ter uma comunicação clara entre ambas as partes é essencial para evitar impasses durante a gestão.
Incerteza quanto à permanência no cargo
Diferente do proprietário, o inquilino está sujeito a mudanças contratuais. Caso o contrato de locação seja encerrado ou não renovado, o síndico pode deixar o condomínio antes do fim do mandato. Isso pode causar:
- Instabilidade na administração;
- Necessidade de convocação de nova assembleia para eleição de substituto;
- Interrupção de projetos em andamento.
Essa possibilidade de troca precoce pode comprometer a continuidade da gestão e os planos estratégicos do condomínio.
Resistência por parte dos demais condôminos
Mesmo quando a convenção permite, alguns moradores ainda têm receio ou resistência em aceitar que um inquilino assuma o cargo de síndico. Essa desconfiança pode se manifestar em:
- Dificuldade de engajamento e colaboração;
- Falta de reconhecimento da autoridade do síndico;
- Ambiente de desconfiança ou divisão entre os condôminos.
Para minimizar esse desafio, é fundamental que o inquilino conquiste a confiança dos moradores com uma gestão transparente, responsável e participativa.
Apesar de ser possível e, muitas vezes, vantajoso que o inquilino seja síndico, é importante que todos esses desafios sejam cuidadosamente avaliados antes da eleição. Ter regras claras, apoio da administradora e diálogo constante com os moradores são estratégias essenciais para que a gestão seja bem-sucedida, independentemente da condição do síndico.
Como garantir a legitimidade do inquilino síndico?
Quando se discute se o inquilino pode ser síndico, uma das principais preocupações dos condôminos é garantir que essa escolha seja legítima, legal e segura. Afinal, o síndico representa o condomínio em diversas esferas, e sua atuação precisa estar amparada pelas normas internas e pela legislação.
Para o inquilino poder assumir o cargo com legitimidade, alguns pontos devem ser observados desde a convocação da assembleia até sua efetiva gestão.
A convenção do condomínio permite que o inquilino seja síndico?
O primeiro passo é verificar se a convenção condominial autoriza a eleição de inquilinos para o cargo de síndico. Em muitos condomínios, essa possibilidade está prevista expressamente; em outros, há restrições que limitam a função apenas a proprietários.
Caso a convenção não seja clara, é importante consultar um advogado especializado em direito condominial ou a administradora do condomínio para evitar futuras contestações da eleição.
Se houver impedimento, é possível modificar a convenção por meio de assembleia, respeitando o quórum exigido por lei.
A assembleia aprovou a eleição com os critérios corretos?
Mesmo quando a convenção permite, a eleição precisa ser realizada com todos os trâmites formais. Isso inclui:
- Convocação da assembleia com pauta clara sobre a eleição;
- Quórum mínimo para deliberação, conforme a convenção;
- Registro em ata da escolha do inquilino e da anuência dos presentes.
Seguir esse rito assegura que a decisão seja válida e reduz o risco de questionamentos futuros por parte de condôminos ou terceiros.
O proprietário do imóvel deu autorização ou ciência da candidatura?
Embora a legislação não exija expressamente a autorização do proprietário, é altamente recomendável que o inquilino comunique sua intenção de se candidatar ao síndico. Ter uma autorização formal do dono do imóvel pode evitar conflitos e dar mais respaldo à gestão.
Além disso, essa comunicação prévia demonstra transparência e boa-fé, contribuindo para a harmonia entre síndico, proprietários e demais moradores.
A documentação do inquilino está regularizada?
Para assumir a função de síndico, o inquilino deve apresentar documentação básica, como:
- Contrato de locação vigente;
- Documentos pessoais (RG, CPF);
- Comprovante de residência no condomínio.
Esses documentos são importantes para comprovar o vínculo com a unidade e a legitimidade da posse do imóvel. Também ajudam a garantir que o inquilino tem capacidade legal de assumir as responsabilidades do cargo.
A administradora do condomínio está envolvida no processo?
Contar com o apoio da administradora é essencial para validar todas as etapas do processo de eleição. Ela pode:
- Verificar se a convenção permite a candidatura do inquilino;
- Auxiliar na convocação e condução da assembleia;
- Orientar o novo síndico sobre suas responsabilidades;
- Arquivar adequadamente todos os documentos.
Esse suporte contribui para uma transição organizada e evita problemas administrativos ao longo da gestão.
Quais são as responsabilidades do síndico, mesmo que ele seja inquilino?

Independentemente de ser proprietário ou inquilino, o síndico tem responsabilidades legais e administrativas importantes. Saiba quais são!
Quais são os deveres básicos do síndico?
- Representar o condomínio judicial e extrajudicialmente;
- Cumprir e fazer cumprir a convenção, o regimento interno e as decisões da assembleia;
- Administrar as finanças, incluindo o recebimento de taxas condominiais;
- Zelar pela conservação e manutenção das áreas comuns;
- Contratar serviços e fornecedores;
- Prestar contas regularmente aos condôminos.
O inquilino síndico pode ser responsabilizado legalmente?
Sim. A responsabilidade do síndico independe da sua condição de proprietário ou inquilino. Ele pode responder civil e criminalmente em caso de má gestão ou descumprimento de suas obrigações.
Como a administradora de condomínios pode ajudar na gestão com inquilino síndico?
Quando um condomínio decide que o inquilino pode ser síndico, é natural surgirem dúvidas sobre como garantir uma gestão eficaz, segura e dentro dos parâmetros legais. O síndico sendo um inquilino faz com que a presença da administradora seja ainda mais estratégica. Ela é responsável por oferecer todo suporte técnico, jurídico e administrativo, Com isso, as decisões ficam conforme a legislação e com a convenção.
A administradora orienta sobre obrigações e limites legais
Um dos papéis mais importantes da administradora é acompanhar de perto o síndico e orientá-lo sobre suas obrigações legais. Esse apoio faz diferença principalmente quando o síndico é um inquilino, já que, em muitos casos, ele não tem familiaridade com todas as regras previstas na convenção do condomínio, no Código Civil e nas normas que regulam a propriedade.
Com apoio profissional, o inquilino síndico evita ultrapassar limites legais, como decidir sobre obras estruturais sem autorização dos condôminos, ou representar juridicamente o condomínio inadequadamente.
A administradora garante respaldo documental e procedimental
A administradora também assegura que todos os atos da gestão estejam devidamente registrados e respaldados. Isso inclui:
- Elaboração e arquivamento das atas de assembleias;
- Organização dos documentos do condomínio;
- Emissão de boletos e controle da inadimplência;
- Formalização de contratos com prestadores de serviço.
Com esses processos bem conduzidos, o inquilino síndico pode se concentrar nas ações do dia a dia, contando com uma estrutura administrativa sólida por trás.
A administradora atua como ponte entre o síndico e os condôminos
Manter uma comunicação clara entre síndico, moradores e proprietários é essencial, especialmente quando o síndico não é o dono do imóvel. A administradora pode intermediar essa relação, ajudando a:
- Divulgar decisões importantes com transparência;
- Esclarecer dúvidas sobre a atuação do síndico inquilino;
- Mediar conflitos e promover o diálogo entre as partes.
Essa neutralidade da administradora contribui para reduzir tensões e garantir uma convivência mais harmônica no condomínio.
A administradora assegura continuidade em caso de mudanças
Como o vínculo do inquilino com o imóvel é temporário, sua saída antes do fim do mandato pode ocorrer. Nesses casos, a administradora tem papel crucial na organização de novas eleições, garantindo que a transição de gestão aconteça de forma ordenada, sem prejuízos para o condomínio.
O inquilino pode ser síndico desde que a convenção do condomínio permita e que haja consenso entre os moradores, além do respeito às normas legais. A escolha de um inquilino como síndico pode trazer vantagens práticas, especialmente em condomínios onde a presença e disponibilidade do síndico são essenciais.
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